Há água a correr por baixo do palácio.
Corre serena, sem esforço, sem bombas
Vai às fontes, às piscinas, aos banhos
E corre só pelo declive, pelo vento
Pela verticalidade de cada momento.
Alguém percebeu que há água a correr
E que podia correr para onde for preciso.
Alguém percebeu que podia correr até
Discretamente para nós, por baixo de nós.
Hoje ninguém sabe que há água a correr
Estão todos distraídos na beleza de si
Não têm sede. Têm fome só de ser vistos.
Hoje a mente está seca e há água a correr.
Sem comentários:
Enviar um comentário