terça-feira, 11 de agosto de 2026

ⵎⵕⵕⴰⴽⵛ

Há água a correr por baixo do palácio.
Corre serena, sem esforço, sem bombas
Vai às fontes, às piscinas, aos banhos
E corre só pelo declive, pelo vento
Pela verticalidade de cada momento.

Alguém percebeu que há água a correr
E que podia correr para onde for preciso.
Alguém percebeu que podia correr até
Discretamente para nós, por baixo de nós. 

Hoje ninguém sabe que há água a correr
Estão todos distraídos na beleza de si
Não têm sede. Têm fome só de ser vistos.
Hoje a mente está seca e há água a correr.

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