A sociedade do cansaço será então a sociedade da produção ausente. Nada produzir não é o mesmo que produzir o nada. Produzir o nada é quando se eliminou o objeto, a matéria, o concreto. Todo o fruto do trabalho passa a ser uma abstração: uns quantos códigos, umas tabelas de excel, otimização de algo (o quê?), exponenciar lucro de outrem (mas quem?), capitalizar paixões (mas quais?). E no final ainda na pulsão positivista continua a ser suposto o "tudo ser", construir um eu orgulhoso, tirar todo o prazer de um significado que não existe.