Tempo livre de doença.
Livre. O tempo, dizem.
Livre. O tempo, dizem.
Mas no comboio que passa de madrugada,
nas buzinas, no fumo dos carros, nas árvores que não existem, na repetição infinita do alarme, na enchente na porta da escola, no betão por cima da calçada, na luz dos ecrãs, sempre a luz de tantos ecrãs, no tupperware do almoço, igual ao jantar no dia anterior, na hora de chegar a casa, na roupa estendida, na cozinha arrumada, no cheiro a casa esterilizada, no cinzento aborrecido das portas, no tal colégio que tem psicólogo.
E no dia seguinte, o mesmo dia.
São as horas que se repetem que nos ofendem, joão
Livre onde? O tempo quando?
De que doença exactamente?
Livre onde? O tempo quando?
De que doença exactamente?
Existir até podemos, só somos pouco
Tão angustiante quanto bonito!
ResponderEliminar